Fato é que perdemos tempo tentando mudar as pessoas, o mundo, em vão, e então percebemos que a mudança que tanto queremos está dentro de nós.

27 de Set / 2017
Queremos um emprego melhor, mas não enviamos currículos. Desejamos um relacionamento mais saudável, mas aceitamos as migalhas diárias do parceiro. Lamentamos a viagem não feita, mas não ousamos sair do lugar. Queremos o novo, mas temos medo de nos desgarrarmos do que é velho e cheira a mofo.



É muito ruim nos sentirmos infelizes, incompletos, vivendo como se faltasse algo, como se não tivéssemos conseguido alcançar nada do que sabemos ser capazes.

Essa sensação de descompasso entre o que queremos e o que realmente temos acaba nos impedindo de poder ser feliz aqui e agora. Jamais estaremos completos e teremos tudo o que queríamos, mas isso não pode ser tido como obstáculo para mantermos os sonhos acesos.

Muitos de nós parecemos viver um eterno descontentamento em relação a nossas próprias vidas e a tudo o que faz parte dela, bem como em relação ao que está ao nosso redor. É como se estivéssemos enjoados da rotina, das pessoas, do trabalho, da mesma cor de cabelo, das mesmas comidas, enfim, entediados, sem nada que nos encante. Acordamos no mesmo horário, prontos para a velha rotina de sempre. E isso cansa.

A rotina é importante, pois nos força a manter certa disciplina em nossas vidas, motivando-nos a não ficar parados, preenchendo espaços de nossos dias, de forma a não nos tornarmos ociosos. No entanto, há que se balancear essa rotina com alguns momentos inusitados, diferentes, surpreendentes, ou nos robotizamos além da conta, perdendo, a pouco e pouco, nossa essência humana e afetiva.

Fato é que perdemos tempo tentando mudar as pessoas, o mundo, em vão, e então percebemos que a mudança que tanto queremos está dentro de nós. Assim, quando mudamos a nós mesmos, tudo se torna melhor, pois o que tanto nos incomoda pode ser algo em nós mesmos. Sermos a mudança que queremos lá fora pode bem ser o começo de tudo.

Da mesma forma, quantos de nós ansiamos por que as coisas mudem, mas não tomamos a atitude necessária para que isso aconteça? Queremos um emprego melhor, mas não enviamos currículos. 

Nada vem fácil, nada. Tudo o que quisermos alcançar requer disposição, luta e coragem. Caso não estejamos dispostos a ultrapassar a linha de nossa zona de conforto, tudo permanecerá na mesma. E, então, só teremos mesmo que nos lamentar sem sair do lugar.



Letícia Balduino

CRP 09/8366 Psicóloga Clínica graduada pela Unip/GO, Pós-graduada em Trânsito credenciada pelo Detran, Pós-graduada em Neuropsicológica, Avaliação Neuropsicologica ( criança, adolescentes e adultos ), Problemas no aprendizado; Dislexia; Transtorno de déficits de atenção e hiperatividade (TDAH); Distúrbios mentais; Perda de habilidades motoras; Transtorno cognitivo leve; Demências e/ou diagnóstico diferencial para depressão; Alteração cognitiva após AVC (Acidente Vascular Cerebral) e após TCE (Traumatismo Crânioencefálico), Tutora Cogmed ( treinamento de Memoria Operacional ), Orientação Vocacional, Curso em ênfase em Educação Especial e Distúrbios de Aprendizado, Curso em ênfase na Terapia Cognitivo Comportamental para depressão, transtornos do humor, alimentares, ansiedade, fobias, estresse, dependência química e adicções contemporâneas, Psicoterapia individual com crianças, adolescentes e adultos.

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