O dia internacional da mulher é um dia de luta, não é dia de comemorar e de dizer que somos maravilhosas.

08 de Mar / 2017
Quantas vezes na vida ouvimos “não faça isso! Você é mulher”! As pessoas desenvolvem esse pensamento como se fosse natural que não fizéssemos algo porque somos mulheres. Por que não podemos andar na rua, sozinhas, tarde da noite quando voltamos da faculdade, ou de qualquer outro lugar? Pergunte-se se esse cuidado deve ser tomado por um homem? Se a sua resposta for “não”, observe como coisas simples nos são negadas em função da questão de gênero: pura e simplesmente porque somos mulheres! 



Tão importante quanto criar mulheres que questionem o mundo, que entendam o mundo, para que ela seja aquilo que desejar ser, é criar os meninos conscientes de que seu papel no mundo com lugares já “garantidos” devem ser questionados também. 

Oprimidos não são santos, as mulheres não devem ser glorificadas como heroínas porque são sobrecarregadas de tarefas como se fosse obrigação só delas. São apenas oprimidas e não santas. Devem ser conscientizadas de si mesmas, dos seus direitos de ter direitos. Mostre para sua filha que ela poderá ter uma casa no dia em que trabalhar para isso e não no dia que se realizar pelo casamento e seu marido comprar uma casa. Casamentos não são realização. Podem ser bons ou não, mas não são realização pessoal.

O dia internacional da mulher é um dia de luta, não é dia de comemorar e de dizer que somos maravilhosas. É dia de refletir na nossa dignidade. De não aceitar nenhum tipo de misoginia, de buscar a igualdade entre os gêneros. De se informar sobre o que é o feminismo e pelo que luta. Que feminismo não é o contrário do machismo. Feminismo luta por um mundo de igualdade. O machismo tenta preservar a opressão e a discriminação.

Então está na hora de atender ao convite desse texto: que tal conversarmos sobre ser mulher?



Letícia Tavares

Doutoranda em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Goiás, mestre em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003), com dissertação comparando aspectos das línguas inglesa e portuguesa, é especialista em Linguística de texto e ensino também pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. É professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesado Instituto Federal Goiano Câmpus Urutaí em Urutaí GO. Tem experiência como coordenadora de curso de Letras; como membro de equipe na montagem de projetos pedagógicos e de currículos, como membro de avaliação e estágio e como docente nas disciplinas de Lingüística, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Prática de Ensino em Língua Inglesa, Estágio Supervisionado e Metodologia da Pesquisa Científica. Orientou pesquisas em Análise do Discurso, em estudos interdisciplinares, estágio supervisionado, leitura e em descrição da língua portuguesa e inglesa. Principais temas: Análise do Discurso, gestão e coordenação de curso superior, projetos interdisciplinares, leitura, estágio, descrição das línguas portuguesa e inglesa.

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