Eduardo José, por sua vez, disse em depoimento que imobilizou a vítima, mas que foi Diony quem desferiu golpes de capacete em Wagner

20 de Jul / 2017
A Polícia Civil concluiu, no dia 19 de julho, o inquérito policial sobre a morte de Wagner dos Nascimento Neto (foto), ocorrida no dia 23 de junho de 2017. Pelo crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, foram indiciados Eduardo José dos Santos e Diony Vinícius de Araújo Dias, que confessaram o crime, embora alegando dinâmicas distintas para o assassinato. O corpo de Wagner foi encontrado no dia 3 de julho de 2017, em uma vala, a aproximadamente 25 km do local do crime.
De acordo com as investigações, Wagner foi levado até o local do crime por Diony, que o teria convidado para fumar maconha. Em seguida, Eduardo José, que era desafeto da vítima, apareceu no local. Desconfiado da situação, Wagner Neto enviou mensagens de celular para a namorada, informando onde estava e apontando a companhia dos suspeitos. “Se eu sumir, você já sabe… Tô achando estranho demais”, escreveu o rapaz.
As mensagens foram fundamentais para a identificação dos suspeitos, uma vez que a vítima detalhou para a namorada quem eram as pessoas presentes no local. Além disso, o exame pericial oficializou o conteúdo das mensagens, nas quais Wagner alega temor de ser morto. “Tá os dois aki (aqui). Jony (Diony) chamou eu pra F1 (fumar um). Eduardo aparece aki do nada”, contou para a namorada.



Eduardo José dos Santos (esq.) e Diony Vinícius de Araújo Dias (dir.)

Eduardo José e Diony Vinícius foram presos em 28 de junho, em cumprimento a mandatos de prisão temporária. Diony confessou ter levado Wagner até o local a pedido de Eduardo, que queria dar um “arrocho” no algoz. Segundo o indiciado, Eduardo planejava o crime, porque Wagner estaria planejando matá-lo. “Para a vítima, Eduardo seria o autor do homicídio de sua mãe, Patrícia Silva do Nascimento, ocorrido no mês de agosto de 2016, em Goiânia”, conta o delegado.


Em depoimento, Diony alegou ainda que, na ocasião da emboscada, Eduardo deu uma gravata em Wagner e gritou “eu vou atirar, eu vou atirar”. Em seguida, Eduardo teria ameaçado o próprio Diony, que teria deixado o local correndo, deixando para trás o comparsa e a vítima.

Eduardo José, por sua vez, disse em depoimento que imobilizou a vítima, mas que foi Diony quem desferiu golpes de capacete em Wagner, além de ter dado facadas no rapaz próximo ao local onde deixaram o corpo. De acordo com o indiciado, o corpo da vítima foi levado até o local da desova no carro de Eduardo. O corpo de Wagner foi reconhecido por familiares e o laudo cadavérico contatou morte por traumatismo craniano provocado por objeto contundente. Durante os trabalhos, a Polícia Civil teve o apoio do 11º BPM de Pires do Rio.

Fonte: http://www.policiacivil.go.gov.br/ 








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